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02 de Setembro de 2020

Precisamos falar sobre o Setembro Amarelo

Por Renata Cipriano, Analista da Responsabilidade Social da CBSI



A CBSI acredita que é preciso agir, quando se trata de proteger vidas. Neste sentido, ratifica seu envolvimento com a Campanha Setembro Amarelo, que marca as ações de prevenção ao suicídio. É importante disseminar a informação de que o suicídio pode ser prevenido e, para isso, é fundamental ficar atento a alguns sinais de comportamento que podem vir a ser motivados por uma mudança radical de contexto, como o de uma pandemia.

Ainda que não sejamos contaminados pelo Coronavírus, certamente tivemos nossa vida impactada por ele, devido às mudanças repentinas na nossa rotina: uso obrigatório de máscara; distanciamento social; suspensão das aulas; filhos em casa, atividade escolar; crianças agitadas; familiares com atividades de trabalho (e renda) reduzidos ou suspensos; novas normas para acessar espaços públicos (filas, agendamentos, redução de carga horária etc...); novas normas no trabalho; atividades sociais e de lazer interrompidas.

Vivenciar estas circunstâncias abre campo para que sejam ativados gatilhos emocionais, que são coisas ou situações que despertam sentimentos negativos, nos causando um clima de medo, pânico, insegurança motivados, principalmente, pelo estresse econômico, incerteza pela própria subsistência, perda de pessoas próximas, pelo medo de adoecer.

E que relação esta situação tem com a conscientização da prevenção ao suicídio, objetivo da Campanha Setembro Amarelo?

O cenário imposto pela pandemia pode nos afetar trazendo um sentimento de desesperança,  atravessando de forma mais acentuada quem já convive/ sofre com outros problemas, podendo ser um gatilho para o suicídio. O suicídio é a tentativa máxima de fuga da realidade em que se vive.

Fique atento às suas emoções e sentimentos. Se você está passando por esta situação, não finja que nada está acontecendo. Busque ajuda. Falar do seu problema te fará bem pois certamente te trará alívio e a certeza de que não está sozinho.

Como você pode ajudar uma pessoa que acredita estar passando por esta situação?

No momento em que certificar-se ser oportuno, pergunte a pessoa “como você está se sentindo?”, pois ela precisa de um diálogo acolhedor. Mostre-se a presente e à disposição. Ouça atentamente sem se preocupar em dar uma resposta. Escute sem julgamento, pois apenas quem vive o problema sabe o tamanho do peso e da dor que carrega.

Conte a alguém que tenha intimidade e seja de total confiança da pessoa. Não espalhe para as demais. Se pessoa falar claramente sobre os seus planos de se matar e parecer estar decidida quanto a isto, é primordial que ela não seja deixada sozinha. Entre em contato com os serviços de saúde da mente, familiares e amigos da pessoa. Incentive-a a buscar auxílio profissional.

Enquanto vivemos a pandemia é importante nos protegermos cuidando também de nossa saúde mental: evite notícias em excesso. Não veja ou leia notícias que o assustem antes de dormir. Tome cuidado com as fakenews, para não acreditar e compartilhar notícias falsas. Não acredite em qualquer fonte.

Evite o consumo excessivo de cigarro e bebidas alcoólicas. Divida suas angústias com pessoas confiáveis. Se cuidar da espiritualidade é algo que te faz bem, reserve um tempo para esta prática em sua rotina. Mantenha o contato com as pessoas que você gosta e que te fazem bem. Acredite, tudo isso vai passar!

Visite o site www.setembroamarelo.org.br para saber mais sobre a campanha. Ligue para o telefone do CVV 188 quando precisar de ajuda.

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